FIM DE ANO

É tempo de fechar ciclos, fazer levantamentos pessoais, colocar na balança o que valeu muito ter vivido e o que simplesmente passou sem contribuir com absolutamente nada. É tempo de rever valores, de expurgar gente que não agrega nada, qualquer coisa que te faça triste, expurgar sentimentos inúteis, pesos exagerados, correntes que prendam a coisas que já não façam sentido.

É tempo de se PERMITIR, de RENOVAR, de MOVIMENTAR da forma que for possível, sem se agredir, sem fazer doer demais… É tempo de abrir os armários da vida, olhar cada peça e ser honesto consigo mesmo… Abrir mão do que você já não gosta, daquilo que não te serve mais e só ocupa espaço, atravancando  lugar e impedindo que novas coisas sejam colocadas ali. É tempo de REFLETIR.

Sinceramente, detesto fim de ano, fico mais velha, mais pensativa, menos paciente com as velhas bobagens de sempre, tento me enganar que sol pode ser bom e que o verão infernal não é o culpado por ficarmos mais primitivos (sim, eu vivo no Rio de Janeiro… nem tudo é perfeito!) e… como todo mundo, me encho de ESPERANÇA.

Esse ano, que vai terminando, veio bater na minha cara com verdades cruéis e inquestionáveis a respeito de mim mesma (cruel porque, depois dos trinta, a gente se convence de que já se conhece de trás para frente) e, como nem tudo pode ser só treva, também me trouxe coisas novas. Resolvi abrir o meu armário da vida e tirei algumas peças que lá estavam guardadas há quase 20 anos (é… o tempo está passando rápido), me livrei, não sem algumas lágrimas e uma sensação leve de tristeza, de pessoas que simplesmente não tinham mais nenhuma sintonia com a pessoa que me tornei, com a pessoa que sou hoje.

Eu que, por tantas vezes, fui “abandonada”, aprendi a abandonar também. Esse foi o meu melhor presente em 2011: aprendi a me separar do que não me faz bem. Nos últimos anos, aliás, venho literalmente me livrando de coisas que só pesavam. O ano transcorreu e não deixei de fazer minhas bobagens grandes, segui cometendo erros tolos, tendo dias de imenso ceticismo com isso que chamo de vida e, talvez, graças a isso, essa mesma vida tenha resolvido me brindar com PESSOAS NOVAS, PRIMEIRAS VEZES, deliciosas GARGALHADAS, novos APRENDIZADOS, novas SENSAÇÕES e SENTIMENTOS e também com AMOR (confesso, a quem interessar possa que, apesar de todos os escritos amorosos, tenho tendência a ser uma cética amorosa).

É, meus amigos… 2011 não foi um ano nada fácil e, contudo, trouxe-me grandes surpresas. Acredito piamente que isso só tenha sido possível porque. ao longo do caminho. fiz essa “faxina” nos armários da vida. Penso que, de certa forma, eu mesma “saí do armário”, porque, entre tantas lições, venho aprendendo aos poucos a partilhar com umas pessoas especialíssimas, escolhidas pelo meu coração, os meus medos mais profundos, minhas alegrias mais bobas, meu jeito tão criança, que por tantos e tantos anos estavam aprisionados na armadura de “SER FORTE”.

Em 2011, aprendi que parecer forte pode ser legal, SER realmente forte deve ser ótimo, mas que aceitar-se exatamente como se é e ter CORAGEM de mostrar isso para quem é realmente caro, ah… isso NÃO TEM PREÇO!!

Desejo que este fim de ano seja DELICIOSO e muito DIVERTIDO e que vocês também façam suas reflexões, limpezas pessoais e SAIAM DO ARMÁRIO!! Porque tenho certeza de que a pessoa que você realmente é HOJE é muito melhor do que quem você era tempos atrás.

Que venha 2012, com suas novidades, e que seja doce…

FELIZ FIM DE ANO!

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