No mundo do SE

Dia desses, pensei que estivesse perdidíssima na vida… Eu me enxerguei sem chão, sem vão para segurar, sem futuro para olhar e percebi, apavorada, que estava sem esperança de melhorar também. Foi mais ou menos nesse momento que me veio o pensamento, rápido, sucinto e esclarecedor: “Amor, você nunca se encontrou!!”

Pois, então! Daí, recomecei a respirar, percebi que havia verdade no pensamento e eu nunca havia, de fato, me encontrado muito numa única forma de existir. A vida que vivi até aqui foi assim… labirintos, calmarias, tempestades profundas… confusões aos montes, amores e alguma quietude entre tempos.

Quase me animei… eu não estava perdida afinal, apenas havia virado uma esquina nova onde não fazia a menor ideia se ia encontrar um muro de Berlim ou um oásis. E segui… não mais perdida, muito menos encontrada, apenas eu… andarilha da vida, ensimesmada com os SES que atravessam qualquer ser vivo. E pensava que a vida seria mais leve SE:

Se gente que intoxica amigos e família com reclamações contínuas fechasse a boca e abrisse a cabeça, reconhecendo que tem responsabilidade pelo que lhe acontece.

Se nossas diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra o que (ou quem) nos fizesse mal.

Se nós fôssemos mais seguros e conseguíssemos tolerar opiniões divergentes das nossas, sem precisar agredir e despejar raivas.

Se todos nós pudéssemos ler bons livros.

Se as pessoas entendessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, cultura e celebrações com as pessoas amadas.

Se as pessoas não se manifestassem agressiva ou arrogantemente contra tudo, só para tentar provar que são mais inteligentes.

Se, ao invés de brigarmos para nos fazer superiores, acolhêssemos o respeito, a suavidade e o interesse em, ao menos, ouvir a opinião do outro e, junto a ele, construir uma ideia nova.

Se todos acreditassem que uma pessoa é  sempre mais importante que qualquer dinheiro.

Se o nosso olhar pro outro fosse mais receptivo do que julgador.

E tantos outros SES… até quase esquecer por completo a sensação de estar perdida. Afinal, quanta gente boa já perdeu a vida por ter virado numa esquina que não conduzia a lugar algum?

Com um suspiro longo, lembrei que não existe GPS que nos assegure de que a estrada que tomamos na vida é correta.

A nós, cabe apenas escolher o caminho e prestar mais atenção…

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