[In] Constâncias

“Quando as estrelas,

começarem a cair,

me diz, me diz,

pra onde a gente vai fugir?”

– Renato Russo –

bipolar 

Os dias seguem, finalmente lindos.

Chuva e temperaturas amenas me levam pra dentro

Da casa, do corpo, do interno que me habita.

Por fora disfarço-me em belos sorrisos

[cansados]

Por dentro, uma ebulição constante

me consome.

Preocupações [inúteis],

Ansiedades [estúpidas],

raivas [quase insanas].

Tudo borbulha e se mistura

corroendo a mente,

levando embora a energia.

Preciso chover

[e não consigo]

Preciso trovejar

[mas o barulho me amedronta]

Preciso correr, fugir, sumir

Morrer!

E que essa morte passe,

que eu exploda

[e volte]

Respiro, ajeito coluna,

volto ao sorriso.

Num esforço descomunal,

vou ali, fingir beleza e alegria

Enquanto jogo fora esse tapete

[lotado de sujeiras esquecidas]

e sigo caminhando

Descalça, despida

De medos e loucuras.

A pele, apenas permeada

de poesia

[silêncios].

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6 comentários em “[In] Constâncias

  1. A palavra Inconstância me lembra uma música do Roberto.
    Olha, você tem todas as coisas, que um dia eu sonhei pra mim…

    Permear a pele de poesia é tatuar poemas na alma.
    Não estou a dizer?
    Tu me (des)creve…

    Curtir

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