Carta aberta ao amor que não fugiu

“A palavra mais simples

e a carta mais grosseira

são melhores,

são mais educadas do que o silêncio.”

– Friedrich Nietzsche – 

cartas

Aconteceu de novo…
Acordei “virada” naquela mulher enérgica que você admira, odeia e ama.
Femme fatale, linda, diva e cheia de uma energia insana que me torna feia.
Em dias assim, juro, peço aos Deuses que abençoem sua paciência.
Quando nem eu me suporto, você chega me olhando manso,
Quase como quem percebe o quanto me pesa e desespera ser assim…
Incontida, louca, possuída por esse excesso que devora,
que amedronta tanto, que tenho vontade de gritar e gritar e gritar
pra ver se o mundo para!
Aí, quando eu não me contenho, transbordo…
e você, com seu silêncio abusado e irritante, chega…
e me conduz, com o maior amor,
De volta pra quietude, de volta pro meu mundo…
fica ali olhando devagarinho,
enquanto volto a caber aqui.
Pra você…
Que me acolhe, me abriga e, mesmo sem me entender,
me aceita e me ensina.

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6 comentários em “Carta aberta ao amor que não fugiu

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