Das Sombras

“A modéstia é para o mérito

o que as sombras são para um quadro.

Dão-lhe forma e relevo.”

Jean de la Bruyere

das sombras

Destas sombras que me habitam

Não raro, retiro flores das mais belas.

Púrpuras, roxas ou carmim

Latejam, encontram morada em mim.

Sim, percebo sem medo

Ser feita de sombras

Essas mesmas que dançam aqui.

Entre penumbras ou dias coloridos

Elas me seguem e

encontram abrigo.

Somos lúcidas,

Rimos do tempo

Sondamos os ciclos

Dançamos espaços.

Sentimos dores

Cultuamos sorrisos

Oferecemos flores.

Somos uma.

Minha sombra e eu

Conhecemos mundos

Viajamos almas

Amamos coisas noturnas.

Vivemos de dia,

Reverenciamos a noite

Blasfemamos coisas

e no fim…

Gargalhamos sem medo

De nossos erros,

estripulias regadas a vinho

talhadas no fogo

Postas a prova…

Na vida.

Cláudia Costa – 24/02/2014

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4 comentários em “Das Sombras

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