Brinquedo

Era lindo aquele moço,
Simples.
E tinha brilho, viço
Sorriso.

Trazia em si, um mundo
Escondido.
Por fora, menino vadio
Sem dona.
Por dentro, homem
Controlado,
Arredio, perdido
Disfarçado.

Parecia tão menino
Tinha aquela leveza
E o brio.
Belíssimo!

Gostava de jogos,
Seduções,
Bobagens.

Brincava de misturar
Amor
E amava sensualizar

Brincava de ganhar
No xadrez das relações.

Era homem e menino
Morria vivo
No medo emocionado
De se perder na vida.
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Um comentário em “Brinquedo

  1. Penso que, em alguns momentos lúdicos, brinquedo e criança (ou adulto) se misturam e, então, passamos a não saber quem é um ou outro…

    E, na verdade, para quê querer saber?

    Por vezes, dito regras demais, estabeleço conceitos, descrevo demais e me esqueço do sentir… esse sentir inteiro que vem nos sutis versos expressos por você!

    Quando olhamos além das aparências, o homem se torna menino, o brinquedo mais que ferramenta e o minuto… uma eternidade…

    Lido, lindo e sentido! Ah… e ouvido também, porque esse privilégio é para poucos!

    Amo você!!

    Curtir

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