Sentido

Trago aqui uma auto-desconfiança
Encimesmada.
Uma espécie de luto-festivo
Abrindo estrada.

Cansam-me essas limitações
De sentimentos vastos.

Amo mesmo esse vício inconstante
De viver enamorada
De estar apaixonada
Apenas pela caneta, pelo escrito,
Pelo que invento
E celebro em brindes
De vinho tinto.

Só acredito no que sinto, no que vivo
Nos amores já re_lidos
No meu abrir e fechar de livros.

É aqui, na ponta da caneta
Ou no martelar dos dedos,
Que curo meu limbo afetivo.
Aqui na sinceridade crua
Da minha página em branco
No trocar de sentimento,
É que percebo:
De verdade mesmo,
Não sinto nada.

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