(Só)mente

Unem-se homem e mulher nos sacramentos do sexo-amor ou nos anais convencionais da Igreja, seja lá qual for.

Unem-se porque alguém disse: Uni-vos e multiplicai-vos (ainda me pergunto quem falou em casar…), e seguem, homens e mulheres num desvario torturante de encontros e desencontros desastrados.

Desistem! Ao unirem-se, desistem de outros encontros, inusitados, gostosos, encharcados e…aos poucos, morrem de tédio, acusam-se. Jogam no outro culpas e frustrações suas.

Num momento, separam-se. Não importa o tempo que ficaram juntos, merecem e desejam novos ares. Vão-se…

Separação da mente pelos corpos que ficam então distantes.

Depois de separados, homem e mulher, (só)mente…novamente encarnados em si, procurarão outros homens e mulheres acoplantes. Busca estranha essa, que busca no outro o que está em si (só)mente.

Vale lembrar que a idéia era: “homem e mulher, criou-os, a Sua  imagem e semelhança”…

Então, viva Deus, que até onde consta, é onipresente, potente e

*Nota da autora: Texto nascido a partir da leitura da poesia Separações, de Pedrinho Renzi.
http://pedrinhorenzi.blogspot.com/

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