Purgatório Particular

Com a voz que calo agora, é que outrora te fiz gritar.
Tenho medo do teu cheiro
É a tua voz que me faz chorar.
Tenho medo do meu nada
Dor pelo que era exagero
Depois de tanto grito, silencio
Depois de tanto amor,
Tanta dor,
Tanto tudo
Nada.
Paro.
Será?
Há tantas respostas que não tenho
Medos que não entendo
Particular.
Um mundo que só eu enxergo,
É onde reside tua existência
No vão pequeno
Entre o paladar
E o olfato.
Preso no limbo da minha memória
Carrego o cheiro,
O gosto
Nem lembro mais teu rosto
Mas (re)conto essa história.

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2 comentários em “Purgatório Particular

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