Pais

                                                      
   De todos os amores que tive, ele foi o primeiro. Meu pai. Enorme, forte, vozeirão, era uma figura meu pai, um tipão. Com olhos de cor linda, diferentes dos meus, foi também minha primeira noção de diferente. Sim, meu pai era diferente…Exagerado, intenso, milhões de defeitos, e ele ria… Nossa, como lembro da risada cheia do meu pai…
 
   Dos amores que se seguiram, tive o mais forte, e esse, mantenho até hoje: mãe. Essa, sempre foi mignom, na aparência, creiam, ela nada tem de pequena além do corpo esguio e belo que sempre orei aos céus que me permitissem puxar…não me ouviram. Desde sempre, senhora de vontades, nunca vi minha mãe não conseguir algo que quisesse, tem humor diferenciado o qual, por meio da genética, doou a cada um dos seus filhos de forma diferente. Minha mãe é forte e é também muito engraçada. Ela foi e é guerreira, vencedora, vitoriosa, mudou sua história, fez um outro caminho e nos encheu de oportunidades que ela mesma só teve pelo próprio esforço. Essa é mãe, pai, as vezes amiga e muitas, muitas vezes é irmã de alma, de vida, dadas tantas parecências…

   Com o tempo, outros amores vieram, irmãos, um outro pai…Sim, sou cria de família moderna, das que se refizeram e se somaram, felizarda, no ponto de vista multi cultural.

   Meu outro pai, a quem recuso-me rotular como padrasto, haja visto ter sido ele a me ensinar algumas das coisas mais importantes pra vida, é uma pessoa singular. Aparentemente reservado, não era de falar muito, é um cara amado, querido por praticamente todos que o conhecem, conseguiu uma proeza, que pra mim, é invejável. Ele nos deu o gosto pelas viagens, pelo conhecimento, por uma forma de amor, que não é física, é menos humana. Meu segundo pai, foi mandado de Deus pra ensinar a nós, filhos, o que é família e nele, o que mais admiro é a forma quieta e concreta de amar. Meu pai ama com atitude e não apenas família, mas aos amigos, aos que lhe são caros…meu pai ama com a racionalidade que acredito que só os espíritos mais evoluídos têm.
  
   É na observação desses seres, cujo o Altíssimo me permitiu a benção de ter convivência, que vou juntando meu mosaico de SER. É com eles que aprendo coisas simples de uma riqueza inestimável. É aos meus pais que devo a graça de, mesmo de uma forma menos literária, chamar de amigos, de irmãos. Pais são companheiros de jornada e são espelhos de vida. Espero um dia poder alcançá-los.

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Um comentário em “Pais

  1. Claudia…sagitariana!
    que o espaço entre o cupido e o amor
    nasçam em CLAUDIA
    para virar páginas digitais
    para imprimir o amor
    para dizer da cidade do sol e maravilhosa…
    para unir o sentir o querer e o viver…
    para AMAR…
    AMAR O MAR!

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