Masoquismos de viver

Dos males, massacres do mundo
Do simples mal humor profundo
Da grande mágoa de viver…
Só lucro o meu próprio mundo,
Silencioso, interno,
Decrépto,quieto.
E me dilacero
Fazendo da língua do outro
Minha chibata aliada.
Meu ego em crise, distancia-se de qualquer sorriso,
Risos alheios me irritam, me arrasam,
Fazem mal aos meus ouvidos.
Mas vou lá…
Procurar meu carrasco sorridente,
Com palavras risonhas, mordazes,
Me joga aos infernos doloridos
Da incosciência infante.
Palavra, após palavra
Me fere, entristece meu ser,
Tira meu sorriso de cena.
Sinto-me esgotada,
Exausta, machucada,
Sem força pra nada.
Já não durmo o sono dos justos,
Calo a mágoa dos desgraçados,
Finjo o riso dos abandonados,
Fico ao léu da não razão.
Esqueci de cuidar do meu lesado coração,
Dei-lo aos cães para saciarem a fome.
Já não sou pessoa amorosa,
Sentimentos já passam ao largo.
Resta-me dor, a dor dos desvairados.
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