Poema da perda

Não me ferem tuas palavras, ferem-me teus atos.
Não me fere o teu repúldio e sim os meus anseios.
Fere-me a frieza conhecida dos teus interesses.
Fere-me tudo aquilo que não fui e que tanto desejava ser ao teu lado.
Ferem-me os momentos que não vivi,
Tudo que não tive, tudo que foi prometido e não concretizado.
Fere-me toda mentira, cada subserviência minha, tudo que esqueci que era, sozinha.
Fere-me a tua existência confundida com a minha.
Fere-me a tua mania de ser mais importante que todos e tudo.
Cada vez que você vem lamber minhas feridas, ela cicatrizam por dois dias.
Agora, acho que vou queimar com todas elas abertas, doloridas.
Fico com minha casa, só minha, pra ser refeita, sem mentiras, falsidades, canalhices,
Quando fecho minha porta, ela não deixa passar mais nada. Fico só com meu silêncio.
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